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Academia Santanense de Letras, Ciências e Artes

Floro de Araújo Melo

Cadeira Nº 12
Floro de Araújo Melo

Floro de Araújo Melo

Cadeira Nº 12

✩1914 †1993

Neto do educador Professor Enéas Araújo, de saudosa memória, pioneiro da educação em Santana do Ipanema, ao lado de sua esposa Maria Joaquina Araújo. Floro também dedicou-se ao magistério quando dirigia o tradicional Colégio Santanense, nos idos de 1937/1940 e de 1952 a 1973, no Rio de Janeiro. Ao mudar-se para o Rio de Janeiro, dedicou-se inicialmente aos estudos contábeis, enveredando pela advocacia. Diplomado em Direito pela antiga Universidade do Brasil, atuou nos Ministérios da Justiça e do Trabalho, até fixar-se em São Paulo, onde foi Procurador Federal da Justiça do Trabalho. ( José Marques Melo)

Também exerceu o jornalismo, como repórter da Gazeta de Notíciais, em 1952. Sua atividade de escritor foi cultivada a partir dos anos 70, certamente otimizando o tempo disponível com a aposentadoria no serviço público federal. Publicou uma dezena de monografias históricas. Algumas foram dedicadas especialmente a Santana do Ipanema, marcando seu retorno à terra natal, depois de muitos anos de ausência, como bem registrou na \"Oração do Exílio\" ( Araújo Melo), 1976, p. 13). Compõe a trilogia santanense: Santana do Ipanema em prosa e verso (1989), Senador Enéas Augusto Rodrigues de Araújo, meu avô (1984) e Santana do Ipanema conta a sua História (1976), esta última escrita em parceria com o irmão Darci de Araújo Melo. (José Marques Melo)

A metodologia que adota nessas obras é principalmente a história oral, recorrendo a anciãos considerados legatários da memória coletiva para suprir as lacunas da historiografia oficial, ancorada em documentos nem sempre confiáveis. O valor intrínseco da obra escrita pelos dois irmãos Melo fica evidenciado no prefácio de Evaristo de Moraes Filho. \" Com este ensaio dá-se a Santana do Ipanema o seu verdadeiro lugar na formação e no desenvolvimento do povo alagoano, sofrido, heróico, sempre às voltas com as maiores dificuldades econômicas, mas sempre as superando (...) \".

Faleceu no Rio de Janeiro em 16.03.1993.