História de superação marca trajetória da santanense Gardênia Cavalcanti que será homenageada no Rio
Da infância no interior alagoano às conquistas na televisão e no empreendedorismo, sua caminhada é símbolo de resiliência e identidade sertaneja.

Após noticiar a homenagem prestada pela Escola de Samba Tradição, no Rio de Janeiro, o Portal Maltanet retorna ao tema para apresentar aos leitores aspectos até então não destacados da trajetória da santanense. Por trás do reconhecimento público, há uma história marcada por perdas, superação e reconstrução, cuja força tem raízes profundas no sertão alagoano.
A Escola de Samba Tradição desfilará na madrugada desta segunda-feira (16), precisamente às 00h40 e você poderá ver por meio do YouTube no link: https://www.youtube.com/@tvbrasil
GARDÊNIA CAVALCANTI
Nasceu em Santana do Ipanema e, até os cinco anos de idade, viveu entre os municípios de Dois Riachos e Cacimbinhas. É filha de Maria José Cavalcanti e Gerson Ferreira de Souza, conhecido como Gerson Cajuzé. Seu avô paterno, Manuel Cajuzé, cunhado do saudoso Dr. Jorio Wanderley, foi um destacado fazendeiro na região, residente em Major Izidoro, onde há uma rua que leva seu nome e uma escola que homenageia sua esposa, Rita Ferreira de Souza na comunidade Lagoa dos Cágados — avós paternos.
Em decorrência de problemas e sucessivas perdas familiares, a estrutura da família foi profundamente abalada. Seu pai destacou-se como grande corredor de vaquejada, figura em torno da qual se formaram diversos relatos e mitos regionais. Seu bisavô, Dioclécio Ferreira, residia na localidade de Areia Branca em Santana do Ipanema.
Aos cinco anos, mudou-se para Paulo Afonso. Aos onze, perdeu o pai; aos quinze, enfrentou a perda da mãe e de um irmão. Nesse período, já havia se despedido também do avô e de alguns tios. As sucessivas adversidades impactaram severamente a situação financeira da família e, aos dezoito anos, deixou o lar para buscar o futuro que acreditava ser o seu destino.
Fixou residência no Recife, onde ingressou no setor de cosméticos e construiu sólida carreira executiva. Alcançou o cargo de diretora das regiões Norte e Nordeste de duas multinacionais. Posteriormente, migrou para a televisão, consolidando-se como comunicadora. Durante muitos anos atuou na televisão em Recife e, atualmente, comanda um programa diário e ao vivo no Rio de Janeiro. Também apresenta o programa Band Verão para todo o Brasil, exibido nos meses de janeiro e fevereiro, cuja segunda temporada foi concluída recentemente.
Hoje, com a vida reestruturada, é casada com um empresário e presidente do jornal O Dia, formando, juntos, uma parceria de destaque no cenário empresarial e midiático. É proprietária de um haras dedicado à criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador.
Em suas manifestações públicas, costuma afirmar que, por mais frutos que possa oferecer, sua semente permanece fincada no sertão alagoano, onde estão sepultados seus ancestrais. Honra a memória de um vaqueiro e de uma mulher que viveu para cuidar dos seus. Sua trajetória foi marcada por dores inimagináveis, intrigas, perdas, tentativas de sequestro e sucessivos recomeços.
Como mulher bem-sucedida, reencontra o próprio passado com orgulho e leva consigo a identidade de uma sertaneja corajosa, cuja história é exemplo de superação e resiliência.
